O magnetismo é um fenômeno que foi descoberto e estudando através dos minérios de ferro da ilha de Magnésia na Grécia, a Magnetita.
Hoje se já se tem todo um ferramental matemático para se entender como campos magnéticos funcionam (em grande parte claro). Hoje sabemos que os campos elétricos e magnéticos são como duas faces da mesma moeda, e como ambos estão um relacionado com o outro. Também se sabe que como os campos elétricos e magnéticos são consequências diretas da relatividade, e como que eles mudam quando mudamos de um referencial para o outro.
Mas recentemente fui tomado em uma aula pelo seguinte questionamento graças ao professor: Como poderíamos saber da existência do magnetismo sem a magnetita ? E curioso que nesse exercício mental poderíamos basicamente descartar todo conhecimento que temos desde Faraday até hoje. Poderíamos não conhecer as Equações de Maxwell, poderíamos não entender a existência de ondas eletromagnéticas, talvez não pudêssemos desenvolver mecânica relativística e quântica. Poderíamos estar com a tecnologia estagnada há quase 150 anos.
Esse é o peso que a falta de um conhecimento teria. Sempre fui questionado sobre a necessidade que de ter que aprender algo, ou porque estudava algo. Porque acabamos nos atrelando a ideia que apenas a aplicação da ideia importa. Mas se um dia alguém juntou um conjunto e informações e conhecimento e conseguiu transformar em algo benéfico e porque esse conhecimento já existia antes. Então não existe conhecimento inútil, existe conhecimento que ainda não foi utilizado.
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